quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O lixo nosso de cada dia.

Segundo a wikipédia lixo ou resíduo é "qualquer material considerado inútil, supérfluo, e/ou sem valor, gerado pela atividade humana. e o qual precisa ser eliminada. É qualquer material cujo proprietário elimina, deseja eliminar, ou necessita eliminar". Convencionou-se chamar de lixo aqueles resíduos em estado sólido, sendo que materiais presentes nele podem ser reutilizados enquanto outros não.

Um das formas de classificar o lixo é a partir da sua origem, dessa forma temos os seguintes tipos de lixo: domiciliar, comercial, industrial, público, hospitalar, agrícola, digital, espacial e nuclear. também podemos classificar o lixo de acordo com a sua composição em orgânico (materiais de origem animal e vegetal) e inorgânico.

O recolhimento e armazenamento do lixo numa cidade são responsabilidade da Prefeitura, podendo ser utilizado serviço público ou empresa privada para prestar este serviço. O destino do lixo pode ser lixões a céu aberto, aterros sanitários, incineração, reciclagem, compostagem e biodigestão.

Reportagem destacada no site Ache tudo e região cita que os "depósitos a céu aberto ainda são o principal método de disposição de lixo em muitas cidades. Essa destinação inadequada acarreta uma série de problemas para a saúde (pública) humana e para a produtividade, além do desperdício de recursos que poderiam ser utilizados (reciclagem) e do comprometimento de reservatórios naturais (rios, nascentes)".

Talvez o maior problema ambiental atual do mundo seja a produção e acúmulo de lixo. A quantidade de lixo gerado atualmente no mundo é muito grande. Existem países que chegam a pagar para que outros países recebam o seu lixo por falta de lugar para armazená-lo.

Além da falta de espaço para o armazenamento o lixo traz outros sérios problemas: a poluição e contaminação do solo e da água, a proliferação de agentes causadores e transmissores de doenças e também a transmissão de doenças.

Dados do Ministério do Meio Ambiente demonstram que o Brasil produz anualmente, em média, 90 milhões de toneladas de lixo. E que cada brasileiro gera diariamente, em média, 500g de lixo, podendo chegar a mais de 1kg, dependendo do local em que mora e do seu poder aquisitivo.

O lixo anual de uma pessoa é composto em média por: 90 latas de bebidas; 2 árvores gastas com papel; 107 garrafas ou frascos; 70 latas de alimentos; 45kg de plástico; 10 vezes seu próprio peso em refugo doméstico.

Devido ao crescente acúmulo de lixo no planeta hoje fala-se muito nos 5R, que são:

1º: Reduzir a produção de lixo e objetos desnecessários. Reduzir também significa usarmos produtos mais duráveis, controlarmos o uso excessivo de água, luz, gás, enfim, evitarmos qualquer tipo de desperdício.

2º: Reutilizar o que fabricamos e evitarmos o uso de “materiais descartáveis”, a menos que sejam necessários à proteção da nossa saúde. Desta maneira, devemos aproveitar roupas e móveis, trocar, vender e doar tudo aquilo que não tem utilidade para nós, mas pode ser usado por alguém.

3º: Reciclar os materiais usados para fabricação de novos produtos. Para que seja possível reciclar plásticos, vidros, metais e papéis, estes materiais precisam estar separados e em grande quantidade. Por isso é tão importante praticar a coleta seletiva.

4º: Repensar sobre nossos hábitos de consumo e repensar sobre as conseqüências que o consumo desenfreado gera em nosso planeta: esgotamento das reservas de água e minérios, poluição da água, do ar, do solo, além do agravamento das desigualdades sociais.

5º: Reaproveitar: reaproveitar sobra de alimentos e sobra de materiais.

(Gismeire Hamann Andrade)


REFERÊNCIAS

RESÍDUO. Wikipédia disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Resíduo Ache tudo e região. Algumas técnicas de tratamento do lixo. 5/08/2007. Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/reciclagem_de_lixo.htm

A política energética brasileira e os apagões.

Há algum tempo atrás, mais precisamente há alguns anos, o medo do apagão tomou conta de todos. Em todos os lugares o assunto do dia era o apagão. Foi a partir daí que a energia passou a ser algo mais presente na vida das pessoas.
Muito vem sendo discutido sobre o tema energia o que fez com que se surgisse mais forte uma cultura de economia de energia. Que se por um lado se tem o desenvolvimento de tecnologia que poupam energia, como por exemplo, as lâmpadas econômicas. Por outro existe um jogo de interesses onde estão os benefícios para os produtores das mercadorias que usam essas novas tecnologias que interessam.
Até mesmo a geração de energia por fontes alternativas passou a ser explorada, de modo que se fala muito em energia eólica; em geração de energia por pequenas hidrelétricas; em energia solar ou energia biomassa. Unidades piloto de usinas com casca de arroz e cavaco de madeira funcionam em alguns lugares em nosso país, assim como usinas eólicas já estão sendo implantados no sul do Brasil.
A discussão sobre o que é essencial e o que é supérfluo, em termos de consumo de energia, é grande. Enquanto são difundidas formas de economizar energia ao "homem comum", contraditoriamente encontramos nas cidades "anúncios iluminados que ficam a noite acesos, num momento em que a maioria dorme. Como propagandas, não servem de nada, mas gastam horrores de energia" (KAIZER, 2006, p.49). Mais uma vez se percebe que o que impera é a lógica capitalista onde vemos pressão para a implantação de termelétricas a carvão, apesar dos altos impactos da queima de carvão. E do incentivo à produção de biocombustíveis como o álcool e biodiesel, sem levar em conta os danos causados desde o plantio da cana e soja até seu processo de produção.
KAIZER (idem) nos lembra que "o risco do apagão também tem servido para discutir o modelo de privatização do país que não trouxe fontes novas de energia, mas só fez crescer a tarifa". E ainda explica:
Na lógica capitalista, em que não interessa o bem público, mas os lucros, o lance é fazer escassear um produto. Com isso o preço aumenta e se torna interessante a sua venda. É o que está acontecendo agora. O custo da energia teve um grande aumento de preço, o que só é bom para as distribuidoras de energia que surgiram com a privatização do setor. As usinas termelétricas a gás nem sempre estão funcionando a pleno vapor (o trocadilho é inevitável) porque quem construiu quer a dolarização da tarifa, em função de que o gás que ela consome tem preços em dólares. É a lógica da escassez para gerar lucro em detrimento do interesse comum.

Segundo ele ainda esse mesmo pensamento é o que explica a escassez de reservas d’água nas nossas barragens, além da falta de chuva. Uma vez que depois de certo tempo sem grandes investimentos na geração de energia e da privatização de sua distribuição, estimulou-se o interesse em gerar mais consumo para gerar mais lucro. O resultado disso foi que nossas barragens foram usadas além da taxa de reposição de chuvas e aí é que residiu a verdadeira culpa dos apagões e não na natureza como se difundiu
Kaizer (2006, p.48) ressalta a necessidade de pensarmos criticamente sobre "o mundo de desperdícios que é a nossa sociedade de consumo". E também como é possível se fazer economia através de medidas simples como apagar luzes de salas vazias e usar equipamentos mais econômicos. Para ele uma sugestão muito boa é "desligar mais seguido a TV, conversar em vez de ficar consumindo cultura inútil". O autor ainda nos deixa como conclusão a seguinte reflexão: "Já pensou quanta energia seria poupada com milhões e milhões de televisores desligados neste imenso país? Certamente estaríamos bem melhor se isso ocorresse, construindo a superação deste modelo insustentável de vida" (p.50).
Para Vainer e Bermann "temos muito a fazer no terreno da redução e racionalização do consumo", muita energia poderia ser economizada. Basta compararmos o consumo energético de um shopping center, de "arquitetura energeticamente estúpida exige iluminação e refrigeração artificiais por todo o dia", com as áreas comerciais de nossas cidades. Eles seguramente afirmam que aumentando a eficiência dos eletrodomésticos e das indústrias também poderíamos economizar muita energia. E nos fazem pensar sobre outro fato interessante quando nos explicam que

A economia seria infinitamente maior se, ao invés da simples pressão sobre o consumidor residencial, fossem revistos os acordos de fornecimento com indústrias eletrointensivas que se beneficiam de enormes subsídios. As indústrias de alumínio, por exemplo, exportam 70% da produção e recebem subsídios de 200 a 250 milhões de dólares ao ano para as fábricas do Pará e Maranhão. Trocado em miúdos, isto quer dizer que destruímos nossas florestas, inundamos terras férteis, expulsamos do campo populações ribeirinhas, eliminamos cultural e, mesmo, fisicamente, populações indígenas… para subsidiar o consumo de alumínio nos países dominantes — que, desde a crise do petróleo, deslocaram para os países periféricos os setores industriais que consomem grandes quantidades de energia. (VAINER E BERMANN)
(Autoria: Gismeire Hamann Andrade)
REFERÊNCIA

KAIZER, A. Parece que vai faltar luz! In: A Reconciliação com a floresta. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006. p.48-50.
VAINER, C. B. e BERMANN, C. Lições da crise energética. s.d. In: Site do Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB. Disponível em:

terça-feira, 2 de março de 2010

Química: Elemento químico 112 é batizado de Copernício

O Copernício é o elemento químico mais pesado que existe, já reconhecido pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês), acaba de ser batizado, mais de uma década depois do seu "nascimento."
Seu nome oficial é copernicium, copernicio em português, em homenagem ao astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543)e terá o símbolo químico "Cn".
Antes de receber este nome o elemento era conhecido como unúmbio (ununbium), que significa o numero 112 em latima.
"Os cientistas produziram o copernício pela primeira vez em 9 de Fevereiro de 1996. Usando um acelerador de 100 metros de comprimento, a equipe do Dr. Sigurd Hofmann disparou íons de zinco sobre uma folha de chumbo".
O copernício é o sexto elemento descoberto por esta equipe internacional, que congrega 21 pesquisadores da Alemanha, Finlândia, Rússia e Eslováquia.
Os outros elementos nomeados pela equipe foram o Bóhrio (elemento 107), Hássio (elemento 108), Meitnério (elemento 109), Darmstádio (elemento 110) e Roentgêno (elemento 111).
leia mais em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=elemento-quimico-112-batizado-copernicio&id=020175100225&ebol=sim

sábado, 28 de novembro de 2009

Cientistas descobrem que choro do bebê faz parte da linguagem!

Cientistas alemães e franceses da Universidade de Würzburg, na Alemanha, estudam a linguage evidendiam que o choro já faz parte a linguagem. Segundo eles "a fala que emitimos e compreendemos é apenas um aspecto da linguagem que nossa espécie desenvolveu de modo inédito na natureza".
Segundo a reportsagem publicada na revista Ciência Hoje, falam que antigamente pensava-se que "o choro faz parte da fala. Os neurolinguistas nem sempre pensaram assim, pois acreditavam que o choro dos bebês dependia inteiramente do ciclo respiratório" [...]era um comportamento meio automático e,[...]desprovido de qualquer semelhança com a fala", cuja articulação é bastante (mas não por completo) independente da respiração."
Pesquisas agora mostram deifeentes conclusões: "O grupo gravou o choro de 60 bebês de 3 a 5 dias de vida: 30 filhos de famílias unilíngues alemãs, e 30 filhos de famílias unilíngues francesas. Cada choro foi analisado quanto às suas propriedades melódicas, isto é, relativas à modulação dos tons produzidos, e às suas características de intensidade, ou seja, relativas às variações de força sonora."
Concluíram então que "bebês alemães choram “em alemão”, e "os bebês franceses choram de forma parecida com a fala dos franceses adultos."

Para saber mais, leia a repotagem:Seu bebê chora em que língua? publidada na recista Ciência Hoje, no link:
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/bilhoes-de-neuronios/seu-bebe-chora-em-que-lingua

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Curiosidade: Você sabe como funcionam as televisões de plasma?

As televisões de plasma agora viraram a febre do momento aqui no Brasil, caríssimas e ainda inacessíveis para a maioria da população brasileira, elas possuem um funcionamentos diferente das antigas televisões com tubos de imagem. Embora o princípio utilizado para formar as imagens seja basicamente os mesmo nas televisões antigas e nas de plasma.
O que muda de uma para outra é a a forma como são ativados os pixels em cada uma delas. Os pixels são os pequenos pontinhos luminosos que aparecem na tela da televisão.
Você pode entender como funcionam as televisões de plasma lendo os artigos abaixo:
"Como funciona a tela de plasma" http://eletronicos.hsw.uol.com.br/tela-de-plasma.htm
"Como funciona a TV de plasma?" http://mundoestranho.abril.com.br/tecnologia/pergunta_286629.shtml

Aquecimento global: fenômeno antropofágico X fenômeno natural

Muito se fala na Tv, nos jornais, nas revistas sobre o aquecimento global, isso até virou moda e se fazem até campanhas na mídia.
- Na sua opinião o responsável pelo aquecimento global é o efeito estufa?
- Você concorda que o Aquecimento global está realmente acontecendo somente devido à grande emissão de gás carbônico pelas atividades humanas?
Pois é, mas existem evidências de que não é só o planeta Terra que passa por um período de aquecimento, cientistas evidenciaram que até mesmo Plutão (novo planeta anão) vem passando por um estado de aqueciemnto global.
Segundo a NASA, também estão acontecendo tempestades em Saturno e alterações climáticas na maior lua de Netuno - Tritão.
O cientista francês, Claude Allègre, afirma que "a principal causa do aquecimento global é originada por fenômenos da Natureza". Ele foi um dos primeiro cientistas a chamar a atenção da opinião pública para o aqueciemnto global, a mais ou menos 20 anos atrás.
Leia sobre o aquecimento global, para conhecer um pouco mais sobre suas possíveis causas, nos sites abaixo:
http://resistir.info/climatologia/uma_mentira_conveniente.html
http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article231
http://www.brasilescola.com/geografia/aquecimento-global.htm
http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/ee/Aquecimentol1.html
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/08/materia.2006-11-08.4964445754/view
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=552

Sugestão de atividade em Educação Ambiental a partir de um poema.

Poema utilizado: Eu, etiqueta de Carlos Drummond de Andrade


Objetivos

Usar poemas e poesias nas aulas de ciências e em atividades de Educação Ambiental como recurso interdisciplinar;
Refletir sobre o poema e perceber a influência da propaganda em nossas vidas, através de seus apelos;
Tornar-se um consumidor mais atento e crítico, conhecendo quais são os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público;
Levar o aluno a concluir que o planeta não consegue suportar por muito tempo a exploração dos recursos naturais para manter a superprodução de mercadorias;
Perceber que no mundo atual, enquanto uns são extremamente consumistas outros não podem sequer consumir o básico para a sua sobrevivência.

Metodologia


Montar grupos com 4 ou 5 alunos, leitura do poema Eu, etiqueta - de Carlos Drummond de Andrade. Ele pode ser encontrado no endereço eletrônico
http://www.minerva.uevora.pt/publicar/etiquetas/poema.htm . Você pode projetá-lo ou ainda usar o poema recitado pelo autor Paulo Autran disponível no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Wr5uHxamScE
Distribuir as questões para discussão em grupo após a leitura:
1. Do que está falando o poema?
2. Segundo este grupo quais as finalidades das propagandas divulgadas na tv, jornais,revistas e outros meios de comunicação?
3. Será que todas as pessoas deste planeta podem relamente consumirem o que querem?
4. Na opinião do grupo, q uem lucra com o consumismo?
5. Será que o planeta conseguirá suportar este modelo de consumo pregado pelo modo de produção capitalista? Expliquem.
6. Na opinião do grupo o quem seria um consumidor crítico e responsável com o ambiente?
7. Organizem uma lista de ações que uma pessoa crítica e responsável com o ambiente deve ter ao consumir e em seu dia-a-dia.

Entregar o texto: Proaganda: finalidade e ideologia de Gismeire Hamann Andrade (já publicado neste blog) para discussão nos grupos;

Avaliação

Apresentação das questões por grupo e debate.
Em conjunto ou em grupo organizar um painel sobre ações de um consumidor crítico e racional.

Sugestão

Leia um pouco mais sobre o que retrata o poema eu etiqueta antes de trabalhar esta atividade no link abaixo: Os signos do poema Eu, etiqueta http://www.dacex.ct.utfpr.edu.br/10_Alex.htm